Renato, Renato... Lembro-me bem do dia que ELE chegou, aeroporto lotado, a recepção merecida e todo crédito e confiança depositados nele. O nosso grande Renato. E com o passar dos jogos foi se confirmando tudo aquilo que nosso coração já sabia: Ele veio, e ele fez. Tirou o Grêmio de uma zona ameaçadora, e colocou entre os quatro melhores times do Brasileirão.
2011 não foi como ele queria, nem como nós queríamos. A Libertadores ficou pelo caminho, e perdemos o Gauchão.
Porem ninguem poderia culpa-lo por ambos os fracassos nem pela nada convincente campanha feita até aqui no Campeonato Brasileiro. Não temos time, temos dois ou três jogadores que decidem, os reforços não desembarcaram e consequentemente os pontos da competição foram sendo perdidos.
Quem não se lembra das suas palavras logo na primeira coletiva? Dizendo que quando não servisse mais para o Grêmio, iria embora.
Não que ele tenha deixado de ser bom para nós, também não creio que ele ache isso. Mas a má administração do Grêmio, a burrice de uma direção que está empilhando erros acima de erros e as palavras do presidente Odone mandaram nosso técnico para longe do Monumental.
Impossível não ter se emocionado junto com Renato quando ele fez sua ultima coletiva como nosso técnico – Ultima coletiva merecia aspas, pois sei que ele voltará – A indignação da torcida mostra que chegou a hora de darmos um basta em uma situação que há tempos não vem agradando: O despreparo daqueles que vem comandando o Grêmio.
Fala-se muito em arena... E o time para jogar nela?
Varrem a sujeira para debaixo do tapete, como se trocar de técnico fosse resolver os problemas de um time tão carente de bons atletas quanto o Grêmio.
É de time que precisamos. E precisávamos de Renato.
O Até logo que nosso ídolo nos deu, doeu, indignou, foi revoltante. Lamentamos, mas quanto à decisão dele cabe a nós respeitar, se já nos revoltou as palavras e a omissão do Paulo Odone, imagine para Renato.
Nosso Tricolor não perde só o técnico, perde também uma personalidade única, um mito eu diria.
Mas ele volta, eu sei que volta. É o caminho natural.
E mesmo que talvez demore, ele volta para casa.
Seguiremos te aplaudindo, te apoiando e te idolatrando onde quer que tu vá Renato Gaúcho.
Obrigada por todos esses meses, e até logo.
O ÍDOLO PERMANECE;
Jéssica Moraes

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