Sabe... Contra a morte a gente não tem muito como lutar. Sim, ela separa amores, tipo, “Um amor para recordar”, mas em “Querido John” é o destino que mexe seus pausinhos e faz com que um amor não se concretize. E embora o final do filme seja um pouco diferente, ainda assim, o amor desses dois não pôde ser vivido. Ah, eu sei... É só uma história, mas isso mexe comigo. Talvez de todos os livros do Sparks que eu tenha lido até agora, esse foi o mais tocante. Mesmo que eu tenha derramado muito menos lágrimas do que em “Um amor para recordar” ou “A última música”, é porque parece um pouco mais cruel, um amor tão intenso, tão bonito e que se perde.
Em “A última música” Ronie tem seu final feliz com Will, mesmo que tenha sido tão triste a morte do pai dela, dá para ter um conforto. Em “Diário de uma Paixão” mesmo tão cruel e errante, eles ficam juntos até bem velhinhos. Mas em “Querido John” é diferente. É tocante. E no fundo da minha imaginação, eu coloco Savannah e John juntos, apesar de tudo, eu creio nesse final feliz.
Não sou ninguém para discordar de Sparks, mas às vezes a literatura dele é pesada de mais, meio vida real de mais... Livros tem que nos mostrar um tipo de fantasia, pois a vida real já não é tão difícil? São bem poucos os romances que vingam tanto tempo de modo tão verdadeiro. E a enorme atração que Nicholas tem pela morte, me deixa angustiada. É ruim perder quem amamos, e isso inevitavelmente me faz derramar lágrimas.
Queria eu que John não tivesse se alistado novamente, e mesmo assim, queria que Savannah o tivesse esperado.
Mesmo o filme não sendo tão fiel ao livro nos pequenos detalhes, acho que fico com o final do filme. Pois este prezou para deixar na nossa imaginação a continuação dessa história.
E para mim, e meu coração, John e Savannah ficam juntos.
Jéssica Moraes.

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